Hoje o pessoal do Facebook resolveu postar fotos de desenhos animados em seu perfil, simbolizando um ato contra a violência Infantil, pois bem, pensando no caso e relembrando da minha infância e as princesas da Disney, elegi a Cinderela para me representar. Sempre amei os desenhos da Disney, mas Cinderela sabia ( e sei) todas as falas, os momentos, as músicas os detalhes,enfim.... E esse texto abaixo achei vagando por aí...leiam, é interessante!
"Para começo de conversa, o Complexo de Cinderela, desvio psicológico observado em mulheres pós feminismo e assim nomeado por Colette Dowlling, trata da relação de dependência da mulher de forças masculinas. É como se a mulher esperasse, nem sempre tão paciente como as princesas dos contos de fadas, a chegada do homem que a libertará de todos os seus problemas.
Porém, o fenômeno que pode acometer a mulher em qualquer fase da vida, mesmo ciente de que as pessoas são simplesmente humanas e que nenhum homem pode subistituir a realização pessoal da mulher, pode ser erroneamente nomeado. Cinderela não era uma princesa, e muito menos ficou sentada esperando o príncipe encantado. A moça do mais celebrado conto de fadas de todos os tempos era pró ativa, e definiu seu futuro por meio de suas próprias decisões.
Fadada à pobreza e à servidão na casa de sua madrastra, Cinderela deu um jeito de mudar seu destino. Se no conto de fadas ela contou com a ajuda de uma fada Madrinha, podemos traduzir isso como uma moça usando seu network para conseguir o que deseja. Ela não ficou sentada à beira do borralho enquanto suas meio-irmãs iam para o baile da alta sociedade. Ela sabia que ali, no seu mundo restrito, nada iria acontecer para ela e que não teria chance nenhuma de mudar de vida. Então ela sai do seu lugar comum e ousa. Ela vai ao baile. Quantas de nós não ousamos encarar uma universidade, mesmo com todas as dificuldades, quantas não mudamos de cidade em busca de um emprego melhor, quantas não lutamos mesmo contra muitas adversidades para sair do nosso mundinho?
Outro ponto para Cinderela: além de esperta, ela soube valorizar seus atributos femininos. Estrategista, ela lançou mão do seu anonimato para criar um clima de mistério em torno de si mesma, e esse foi o anzol que pescou o príncipe. Cansado da mesmice e das mulheres que se lançavam aos seus pés, o príncipe olhou para Cinderela, por que ela era diferente. No mercado de trabalho e na vida pessoal, quantas vezes ter um diferencial nos faz sobressair? Essa é uma lição especialmente básica que Cinderela nos passa, e muito anterior às teorias de Marketing de Phillip Kotler.
Cinderela mostra seu potencial, mas quando o príncipe pensa que ela está conquistada, ela lhe foge. Ao bater da meia noite, bem quando seu vestido de festa se transformaria num tapo inútil, Cinderela vira as costas e parte. Não é a mais singela das metáforas? Não queria demonstrar nossa heroína a mais simples das regras de conquista? Uma mulher precisa ter coisas mais importantes para ela mesma que um homem e todas as suas necessidades. Ao fugir, Cinderela explicita ao príncipe que o tempo dele acabou, e agora ela ia cuidar de assuntos mais importantes para ela mesma. O que qualquer mulher independente conhece perfeitamente.
Vamos imaginar um mundo sem internet, em que a comunicação não é facilitada por tantos veículos como os que temos hoje. Cinderela não podia trocar número do celular com o príncipe, muito menos poderia seguí-lo no twitter ou mandar-lhe um email. Nem mesmo podia deixar um cartão de visita... O que ela faz? Deixa uma mensagem, poética e sutil, mas facilmente decodificada: gato, me siga! E como ela conseguiu ser tão explícita e tão sutil ao mesmo tempo? "Esquecendo" seu sapatinho de cristal. Aquele que possibilitou ao príncipe encontrá-la depois. Sim, por que depois de todo o trabalho de Cinderela, e depois que ela deu uma forcinha para seu destino, nada mais justo que o "prêmio" fosse até ela.
A lição que a heroína mais independente dos contos de fadas nos transmite é a seguinte. Saia do lugar. Vá em frente. Encontre seu destino. Seja ele um príncipe ou algo muito, muito melhor..."
(Fernanda Fiuzza)
